Infectologia · Episódio 9

Dr. Vicente Pessoa

Infectologista em Goiânia — GO

Dr. Vicente Pessoa é infectologista em Goiânia e foi o convidado do episódio 9 do tô de alta podcast.

Episódio 9 do tô de alta podcast, com Edu Esperidião e Dra. Leninha Souza.

Quem é Vicente

Um médico de perfil fechado, dos que quase ninguém acha no Google, com uma coleção de histórias que a gente não esperava.

Vicente Pessoa é infectologista em Goiânia. De perfil discreto, guarda uma definição de sucesso que não passa nem perto de dinheiro.

  • Tem telescópio no quintal.
  • Corre — e tênis é assunto sério.
  • Discreto por escolha: quase não aparece em busca na internet.
  • Se inscreveu para uma viagem que ainda é difícil de processar. O detalhe dela é a melhor parte da conversa.
  • Fala de silêncio e disciplina como método, não como pose.

Trechos da conversa

Sobre o que é sucesso
Para mim, sucesso é a pessoa que vence a si mesma, que vence as suas dificuldades. Não tem a menor relação com o aspecto financeiro. Nenhuma. Eu era uma pessoa vaidosa e venci a vaidade. Era orgulhoso e me tornei humilde. Era uma pessoa que não sabia escutar, e aprendi a escutar.
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Sobre por que histórias anônimas o atraem
São vitórias silenciosas sobre si mesmo. E eu adoro quando alguém me conta uma história dessas no consultório, ou numa conversa mais reservada.
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Sobre o silêncio
O silêncio é bom quando ele é necessário. Nem sempre é, mas muitas vezes é — e as pessoas desprezam a força do silêncio. Na consulta médica, não: ali o silêncio significa déficit de comunicação entre o médico e o paciente, e isso não pode acontecer.
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Sobre a inscrição para Marte
Entrei no site da NASA e havia uma inscrição para uma viagem a Marte. Era para pessoas comuns, não para astronautas profissionais. Selecionariam seis, do mundo inteiro. O detalhe é que a viagem era só de ida. Eu me inscrevi imediatamente.
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Sobre o que o tênis deixou
O tênis foi importante para mim porque eu tinha que treinar muito e dormir cedo, e isso me tirou das baladas na adolescência. Não bebo desde aquela época — não porque julgue quem bebe, mas porque o hábito nunca nasceu em mim. Atribuo isso ao tênis.
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Sobre livros e medicina
Eu tinha um professor de dermatologia na faculdade que também era formado em letras. Ele dizia que 70% do médico que ele era vinham dos livros que ele leu. Na época eu me perguntei se aquilo era verdade. Hoje eu acredito nele 100%.
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Falas do episódio 9 do tô de alta podcast, editadas para leitura.

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