Cardiologia · Episódio 7
Dr. Thiago Veiga Jardim
Cardiologista em Goiânia — GO
Dr. Thiago Veiga Jardim é cardiologista em Goiânia e foi o convidado do episódio 7 do tô de alta podcast.
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Episódio 7 do tô de alta podcast, com Edu Esperidião e Dra. Leninha Souza.
Quem é Thiago
Nenhum trilho prepara para o telefone tocar 64 vezes num dia, com gente pedindo vaga de UTI que não existe.
Thiago Veiga Jardim é cardiologista em Goiânia, filho e irmão de cardiologista. Fez pós-doutorado num hospital da Faculdade de Medicina de Harvard e trata comunicação como parte do tratamento.
- Goianiense. Irmão do meio de três — o mais velho é o Grilo, professor de tênis; o mais novo também é cardiologista.
- O pai é cardiologista. A mãe é formada em turismo, foi professora de espanhol, diretora de marketing de shopping e gestora de centro cultural.
- Residência de clínica médica em Goiânia, cardiologia em Campinas, mestrado e doutorado de volta em Goiânia.
- Em 2016, aos 38 anos, levou mulher e os dois filhos pequenos para um pós-doutorado de dois anos no Brigham, hospital-escola da Faculdade de Medicina de Harvard.
- Na pandemia, atendeu 64 ligações num único dia pedindo vaga de UTI que não existia.
- Teve câncer. Tratou, deu certo — e diz que mudou o que aceita fazer da vida depois disso.
- Sempre foi mais calado do que falante. Diz que isso ajuda com os pacientes idosos, que são a maioria e que quase ninguém escuta.
Trechos da conversa
Eu lembro que teve um dia em que meu telefone tocou 64 vezes. A pessoa me liga: Thiago, preciso de uma vaga de UTI. E eu: cara, não tem. Se fosse meu pai, não tinha jeito.
Eu não faço o que eu não gosto. Não faço coisa que não está me dando alegria.
A gente trata doenças que não têm sintoma nenhum. Você tem que motivar a pessoa a tratar uma coisa que ela não sente, e que só vai virar problema daqui a 10, 15, 20 anos.
Saber identificar o nível em que você tem que abordar a comunicação é fundamental. Eu sempre tento trazer para o mais simples possível, no nível de entendimento da pessoa com quem estou falando.
São pessoas que, na maioria das vezes, são carentes de alguém que as escute. Eu nunca fui de falar demais, sempre fui de ouvir muito. Isso me aproxima deles.
Falas do episódio 7 do tô de alta podcast, editadas para leitura.