Alergia e Imunologia · Episódio 6

Dra. Renata Bittar

Alergista e imunologista em Goiânia — GO

Dra. Renata Bittar é alergista e imunologista em Goiânia e foi o convidado do episódio 6 do tô de alta podcast.

Episódio 6 do tô de alta podcast, com Edu Esperidião e Dra. Leninha Souza.

Quem é Renata

Ela acompanha o dia em que uma criança que nunca pôde comer leite, ovo ou amendoim prova esses alimentos pela primeira vez.

Renata Bittar é alergista e imunologista em Goiânia. Fez a residência de clínica médica no Hospital das Clínicas da USP e é uma das médicas que fazem dessensibilização alimentar no Brasil.

  • Escolheu a especialidade olhando: fez clínica médica no HC-USP, viu a turma da alergia e pensou “esse pessoal é feliz”.
  • Gostava de pele, de clínica, de criança e de idoso — e na alergia encontrou tudo junto.
  • A avó dizia que, quando a gente escolhe o caminho certo, a gente ouve um sininho. Ela usa isso até hoje para decidir.
  • Faz imunoterapia oral supervisionada — dar ao paciente, em doses mínimas e sob vigilância, o alimento que pode matá-lo.
  • Chama de Dia D a data em que a criança finalmente come o que era proibido a vida inteira.
  • Começou a gravar vídeo com teleprompter e texto decorado. Foi convencida a largar o roteiro.

Trechos da conversa

Sobre o que é uma alergia grave de verdade
Não é intolerância, não é “se eu comer um pouquinho não tem problema”. É uma criança que não pode dormir na casa de alguém, comer numa festinha, pegar um brigadeiro. Na hora do recreio, um amiguinho com a mão suja encostar já pode ser suficiente.
Sobre o sininho da avó
Minha avó costumava falar que, quando a gente sabe que escolheu um caminho, a gente ouve um sininho. É porque aquilo te trouxe paz. E você vai escolher aquilo feliz.
Sobre como escolheu a especialidade
Eu vi lá dentro da USP a residência de alergia e imunologia. Olhei aquela turma e falei: gente, esse pessoal é feliz. Eu via criança, via idoso, via pele, via pulmão. Via tudo ali.
Sobre a paciente que escolheu um presente antes de morrer
Um ano depois chega no consultório uma mulher com um filho adolescente, com uma caixa de presente. Ela falou: eu sou nora da sua paciente, e este é o neto dela. A paciente tinha falecido — mas antes pediu que comprassem um presente para mim, e escolheu ela mesma. Queria ser lembrada como alguém que celebra.
Sobre onde termina o consultório
Enquanto a gente está ali no consultório, está inteiro. E quando chega em casa, tem que estar inteiro lá, com a família.

Falas do episódio 6 do tô de alta podcast, editadas para leitura.

← Ver todos os convidados do tô de alta